quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ser e Escrever: FILHAS DO MORRO

Ser e Escrever: FILHAS DO MORRO: "LIVRO QUE ESCREVI EM 2007 E RECEBEU VÁRIOS PRÊMIOS, ENTRE ELES O DE INOVAÇÃO NA ESCRITA PORTUGUESA. NO SITE www.emiliamoss.com.br VOCÊ VAI ..."

3 comentários:

  1. SOU DO MUNDO

    Nua sem grilhões.
    Tiro asas para voar.
    Sou do mundo.
    Sou total alerta.
    Tenho nas mãos meu Coração;
    No peito você.

    Voar só faz sentido

    Quando vejo e sinto teu sorriso.
    Mais que um tormento
    Vejo você no meu paraíso!
    Sou total alerta
    Tenho nas mãos meu coração
    E, no peito
    você.

    POESIA EMILIA MOSS (www.emiliamoss.com.br)

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  2. O MILAGRE


    “Seu Zé, seu Zé, corre, venha! O galpão tá pegando fogo e todo mundo tá lá gritando!” Disse D. Maria, a catadora de papel mais antiga. Aflita, ajudava seu Zé, com seu carrinho que, olhando para o céu falou: “Não minha filha, o que tinha que ser feito já foi feito. Eu pedi à Ele para não deixar isso acontecer, mas não sou nada perante a sua sabedoria. Agora somente nos resta ir até lá e curar os que ficaram machucados. Vá na frente, tem gente que ainda pode ser salva no segundo andar!” Apressando os passos viu a fumaça longe, negra, de pecado pela morte dos amados das 30 famílias, que ali viviam, e que cada um perderia pelos menos dois membros. No galpão aquela confusão, gente gritando, bombeiros impedindo a entrada das pessoas para retirar parentes, filhos, mães que ali viviam e no meio na confusão, seu Zé passou como um invisível com seu carrinho cheio. Só conseguiu encostá-lo bem na entrada travando o serviço das ambulâncias. Nesse momento um grande soldado gritou: “Quem colocou essa merda aqui? Tirem isso daqui e rápido!” Nem percebeu que seu Zé estava ao lado fechando de propósito pois ele tinha que entrar e salvar ainda os que estavam em condições de serem salvos. Subiu entre os entulhos e pedaços de fogo até o final do segundo andar e lá encontrou o casal de velhos mortos, asfixiados, e outros corpos. “Vamos esconder esses corpos. Não vou deixar ninguém aqui dentro morrer, mesmo sabendo que isso foi feito pela vontade Dele. Que tire minha vida e me leve no lugar deles... Vamos escondem seus mortos, suas crianças, não deixem os bombeiros levar, amanhã todos estarão de novo com a gente aqui!” Gritou seu Zé. Mesmo sabendo que estava contrariando a vontade Dele, seu Zé encheu-se de forças, puxou um pedaço de pau queimando de lado, saiu em direção aos corpos do casal. Pediu para D. Maria descer e dizer que não havia mais ninguém ali. Assim foi feito. Seu Zé já estava reinando no meio do incêndio. Num sopro de amor aos corpos queimados no chão, ele caiu de joelhos, deu a benção final naquelas pobres almas, mas consciente de que todos estariam de novo com ele. Seu Zé preparava-se para iniciar a volta de todos, quando um bombeiro chegou perto, vendo a cena, tentou impedir. Primeiro para os feridos que gritavam a dor: flocos de estrêlas do cosmos caindo sobre cada ferida que imediatamente ia fechando. O bombeiro, atônito, disse: ”Ele existe mesmo!” Seu Zé pediu para retirar os corpos, cujas almas já tinham ido embora. Para esses já não havia mais o que fazer... Mas no restante, ele somente abriu a camisa e deixou sair de dentro do seu coração uma luz dourada tão forte que todos caíram no chão, inclusive o bombeiro. Os corpos mortos enfileirados começaram a se regenerar, como o de Dona Laura, a primeira a se levantar e a ver seu marido carbonizado, chorou muito. Seu Zé a isolou num canto proibindo-a de encostar em qualquer pessoa até que ele desse a ordem. Assim aconteceu com todos os outros dezesseis. Um a um foi levantando e sendo isolado. Alguns não se lembravam de nada, como as crianças, mas outros acordavam gritando pelos parentes. Seu Zé nunca trabalhou tanto como nesse dia... e todos foram testemunha da bondade infinita dele em pedir perdão à Deus em nome dos que tinha revivido.


    Todos os direitos são reservados a autora
    Registro na Biblioteca Pública Nacional -
    PARTE DO LIVRO LENDAS DO CATADOR
    www.emiliamoss.com.br

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  3. O SEGREDO DA NOVA LEITURA

    O criador do detetive Alex Cross, que "ganhou vida" no cinema e foi interpretado pelo ator Morgan Freeman é o escritor americano James Patterson, que tornou-se o primeiro escritor a alcançar e passar a marca de um milhão de livros digitais (e-books) vendidos, atualmente o recordista em e-books. Por esse fato e-books mostram que são livros cotados e vendidos por preços ótimos, acessíveis a qualquer um que goste de ler. Meus e-books foram premiados na Europa como melhor livro por sua literatura diferenciada. Mas meu povo não os conhece por isso estou aqui para mostrar a todos minhas criações e espero que gostem. Os e-books relatam nossa realidade. São pequenos em número de páginas, mas grandiosos em absorver o leitor do principio ao fim. Vá ao site www.emiliamoss.com.br e confira! O segredo de um bom livro está em seu conteúdo e não na beleza da sua capa externa que, muitas vezes, o faz ir para as lojas com preços absurdos.

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